Meu Portfólio – Osmar Lucas

Depois da Luisa N. agora é minha vez de postar as fotos do meu portfólio. As fotos que eu escolhi são fotos nada comuns, com cores bem diferentes. Escolhi uma foto como principal e 2 outras da mesma sessão de fotos pra mostrar um ângulo diferente e como a foto principal foi feita e falei também um pouco sobre como eu estava, com quem eu estava e como as coisas aconteceram no dia de cada foto.

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A ordem da fotos também foi pensada pra aproximar as fotos com cores mais próximas umas das outras. Espero que tenham gostado!!!

Portfólio Luisa Nievas

Sempre fui apaixonada por animais, principalmente gatos … sempre tirei fotos dos meus, mas nunca achei que usaria isso para um trabalho. Pra esse portfólio, usei duas paixões minhas, a fotografia e os gatos !!

Portfólio

Portfólio

Escolhi fazer as fotos em PB, porque alem de dar mais contraste nas fotos, da um ar artístico e elegante a foto.

Portfólio

Portfólio

Portfólio

Portfólio

Portfólio

Portfólio

Portfólio

Portfólio

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Making off ..

Para fazer o making off, escolhemos o trabalho de Fotografia publicitária,em que tivemos que reproduzir uma obra de arte. Nós escolhemos a obra de Roy Lichtenstein “Girl in mirror”.

Girl in mirror

Girl in mirror

Para chegar no resultado final, e conseguir fazer um trabalho bem feito, é preciso passar por algumas etapas, a pré produção, produção e pós produção.

A pré produção inclui cenário, maquiagem,roupas, iluminação etc…

Pré produção: Cenário e iluminação

Pré produção: Cenário e iluminação

Nós usamos um fundo vermelho, que era para ficar bem parecido com a obra de arte. Para iluminação usamos flash com haze médio e um rebatedor prata para tirar as sombras do rosto.

Pré produção : Maquiagem

A produção consiste no momento em que estamos tirando a foto, escolher o angulo certo, a posição certa da modelo, a iluminação etc…

Produção

Produção

Na pós produção tivemos que usar 3 fotos, uma só do cabelo, outra do rosto, e outra da mão segurando o espelho, dai juntamos tudo e o resultado foi esse..

Girl in mirror

Girl in mirror

Trabalho final

Trabalho final

Revistas e a importância da capa

Neste post vou falar de revistas, porém com um sentido mais prático sobre o assunto. Você já pensou o que faz com que você compre determinada revista, livro ou jornal? Provavelmente você sabe do que você gosta, e é por isso que as diferenças de livros infantis são menores, pois as crianças gostam de coisas de criança basicamente. Já adolescentes e adultos sabem mais do que gostam, ou estão tentando descobrir e por isso quando paramos na frente de uma banca de jornal, por exemplo, nosso olho procura coisas com as quais no identificamos ou nos atraímos. Portanto quando você, homem de 25 anos, fã de automobilismo olha a revista “Cabelos” parada do lado da revista “Carros e Motores” você talvez dê risada, pois pra você uma revista com várias fotos e artigos sobre diferentes tipos de cortes de cabelo e penteados é uma coisa totalmente desnecessária. Portanto a capa de uma revista é como uma identidade ou um cartão de visita, algo que convida alguém a ler as reportagens que estão no recheio da revista (e claro, ver as propagandas que foram escolhidas especialmente para o público daquela revista). Pra mostrar isso na prática escolhi um revista e vou alterar o aspecto dela no Photoshop tentando mudar o público alvo. Antes vou dar alguns exemplos sobre algumas fotos e falar o nome de algumas revistas para as quais elas servem.

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Essa aqui é uma foto da modelo e apresentadora Sabrina Sato. Na foto ela até está com o cabelo bem arrumado, porém ela não poderia ser usada na capa de uma revista para cabelos, porque um revista para cabelos tem que ter o foco apenas, obviamente, no cabelo. Essa foto aqui poderia ser usada na capa de revistas como “Boa Forma”, “Women’s health”, “Corpo a Corpo”, entre outras.

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Já essa foto da atriz Meryl Streep foi usada na série de fotos do fotógrafo Martin Schoeller, que fotografou diversas celebridades sem maquiagem, sem photoshop e com boa iluminação exatamente para desmascarar o que os filmes Hollywoodianos fazem. Claro que nem todos os convidados aceitaram participar, porém alguns dos corajosos foram Paris Hilton, o presidente americano Barack Obama, o casal Brad Pitt e Angelina Jolie, o estilista Marc Jacobs, entre outros. Já essa foto da atriz Meryl Streep, por não ter Photoshop nem maquiagem, tem um tom mais convidativo e pessoal, o que faz dessa foto boa para ser usada como capa de uma revista que traz como tema principal um entrevista sobra a vida da atriz, com revelações nunca ditas antes, por exemplo.

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Já essas duas fotos das modelos Cara Delevigne, à esquerda, e Coco Rocha, são fotos que podem ser usadas em capas de revistas de moda. Embora elas sejam bem jovens a maneira como elas se mostram, as poses mais diferentes, um olhar mais profundo faz com que essas fotos não sejam simples retratos, mas sim ganham um tom mais artístico e teatral, o que faz dessa foto uma foto de moda. Para um revista teen por exemplo, elas estariam provavelmente sorrindo e fazendo uma pose simples. Aqui elas estão fazendo algo mais profundo que é transmitir através da expressão corporal e facial a mensagem do estilista e da marca para seu público (coisa que adolescentes não entendem muito bem).

Agora vou mostrar a mesma capa como ela foi vendida e com a minha alteração. Com isso vou tentar mudar a percepção que alguém tem da revista e como isso afetaria a venda dela.

A primeira foto é a original na capa da revista Esquire.

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Nesta capa, a tentativa foi de falar do ator Daniel Radicliffe e de sua grande fortuna com um tom mais agressivo e falar disso como se fosse um pancada na cara.

Fiz uma edição com outra foto do ator na capa de outra revista e só adicionei o efeito Candle Light em Images, adjustments, Color Lookup no Photoshop Cs6. Não sou muito bom em montagens, mas como é só pra passar o conceito, vamos lá.

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Já nesta segunda imagem a expressão do ator está um pouco diferente da primeira. Aqui ele não está com as marcas de machucado no rosto o que não passa a ideia de uma entrevista que vá mostrar algo revelador ou brusco e sim uma entrevista simples que vai falar de coisas banais da vida do ator que todo mundo já ouviu. Mesmo a pose sendo a mesma, se não for uma revista de ilustração, fotografia ou que tenha relação com produtos e objetos, o foco da capa estará principalmente no rosto e em segundo lugar no corpo. Por isso uma simples mudança de expressão e maquiagem fazem a diferença na hora de procurar o que mais nos chama a atenção. Na minha opinião a primeira capa me da mais vontade de ler a revista pois é uma capa que me instiga e me deixa curioso pois não é sempre que vemos o Daniel machucado assim fora dos filmes, o que me faz imaginar que o que está dentro da revista é algo inédito e revelador.

Curte a minha foto no “face” ?

Redes sociais, blogs e outros meios de comunicação em massa desde o início foram recheados de imagens. O próprio facebook tinha como ideia inicial só ter uma foto de perfil e nenhum álbum porém essa ideia não durou muito e logo eles adicionaram a opção de criar álbuns. Para se fotografar, o formato que da maior qualidade quando queremos ampliar, editar ou até imprimir a foto é o RAW (que significa cru em inglês). Esse formato é como um negativo da foto. A maneira mais prática de provar que uma foto é de sua autoria é tento o arquivo RAW, pois embora ele possa ser editado (contraste, cor, saturação) ele não pode ser alterado, portanto não tem possibilidade de alguém por exemplo colocar o nomezinho no canto da foto, ou fazer qualquer outra mudança enquanto o arquivo está em RAW. Porém este arquivo é extremamente pesado e portanto inviável pra web. Para internet usamos o nosso bom e velho Jpeg (joint photographic experts group). Sites de compartilhamento e discussão fotográfica como o Flickr tem a mais tempo a opção de colocarmos on-line foto em alta qualidade. Porém hoje em dia sites como o twitter e facebook ja se preocupam mais com a qualidade das imagens que seus usuários tem. Para os sem paciência, existe a opção de colocar imagens em baixa qualidade, porém a maioria das pessoas quer o máximo de detalhes quando se diz respeito a compartilhar fotos. Um outro formato que não é o Jpeg é o Gif e faz muito sucesso nos blogs e no Tumblr. O gif é como uma animação bem curta, geralmente bem humorados eles chamam mais atenção que imagens estáticas. O único problema desse arquivo é que ele demora mais para carregar do que uma imagem em Jpeg e portanto dependendo da velocidade de sua internet ele pode ser um pouco desencorajador de esperar carregar e ver. Pensando no tempo de espera, várias pessoas, principalmente profissionais compartilham imagens em baixa qualidade para ter o carregamento mais rápido e não irritar seus possíveis clientes.
               Com a chegada do cinema e depois a televisão, no século passado, a visibilidade se tornou um valor socialmente reconhecido. Chamado de “o século das comunicações”, o século XX foi um período em que a imagem assumiu um estatuto inteiramente novo, porque passou a ser produzida em série para consumo em escala massiva, antes inimaginável. A partir daí, a lógica do estar visível foi, aos poucos, contaminando a sociedade como um todo.
Uma forma intensa de fazer esse culto à imagem, hoje, é por meio da internet, que proporcionou, via redes sociais, a exposição pública da vida dos que delas fazem parte, que, antes, era privada. Status de relacionamentos, lugares em que passaram as férias, fotos pessoais, entre muitos outros dados, são amplamente divulgados na rede.
Hoje em dia, as pessoas usam as imagens nas redes sociais para diversas coisas, umas usam para informar, outras para divulgar os seus trabalhos, e outras apenas para “status”.
Agora vamos falar um pouco mais do perfil do fotógrafo de hoje em dia. O fotógrafo de antigamente tinha que aprender a revelar as fotos em laboratório, dependendo da época a usar flash com lâmpadas, não tinham a vantagem de ver a foto logo após tirada, hoje nós temos muitos benefícios como esse de ver o resultado de uma foto logo em seguida, a tecnologia está mais avançada e a qualidade das imagens também aumentou. Porém temos também muitas desvantagens e muitas ‘tarefas extras’. Algumas das desvantagens são por exemplo a queda da qualidade de alguns fotógrafos, antes a fotometria era muito mais valorizada e hoje os fotógrafos iniciantes não prestam muita atenção nisso e várias vezes ao olhar uma foto no visor da câmera parece que está boa porém ao abrir no computador a foto ficou escura. Outros fotógrafos ficam viciados em Photoshop e fazem fotos ruins com a desculpa de que depois arrumam no Photoshop. O photoshop pode ser um grande aliado dos fotógrafos porém temos que tomar cuidado e não ficarmos dependentes dele. Grandes fotos podem ser feitas tanto com câmeras simples e com câmeras mais elaboradas e tanto com ou sem edição. Muitos acreditam que antigamente os fotógrafos não editavam as fotos, porém várias técnicas foram desenvolvidas para dar alguns retoques nas fotos, como a colagem, a alteração de negativo e até mesmo a superexposição, técnicas que faziam as pessoas ficarem mais bonitas.De qualquer forma é muito importante saber utilizar essa ferramenta para nosso benefício. Outra praticidade que temos é a maneira como compartilhamos nossas fotos, é mais fácil para os fotógrafos criarem portfólios on-line, um site e/ou plataformas e para expormos nossas fotos, fazendo assim com que mais pessoas vejam nosso trabalho. Também ficou mais fácil entregar fotos para nossos clientes, usando programas como por exemplo o DropBox, que permite enviar fotos em alta qualidade e em diferentes formatos. Os fotógrafos tem uma enorme gama de opções que ajudam a crescer na profissão, melhorar a qualidade das fotos e expor seus trabalho, só precisam saber a maneira certa de fazer isso.

Fotografia de Cinema – “Cinema Paradiso”

          Olá povo da terra, fãs de fotografia e de cinema. Neste novo post vou falar um pouco mais sobre a fotografia de um filme, que no caso é “Cinema Paradiso”. Nunca assistiu o filme? Então corra já para a locadora mais próxima, ou procure na internet e assista!!! É um filme muito bom, tem de tudo, comédia, drama, romance e ainda por cima vai fazer você querer aprender italiano com certeza. Mas antes de falar mais da fotografia desse filme vou falar um pouco sobre diretor e depois sobre o filme em si.

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A esquerda Totó assistindo a mais um filme no futuro Cinema Paradiso

          O diretor de Cinema Paradiso foi Giuseppe Tornatore (1956). Ele começou sua carreira como fotógrafo freelancer o que fez algum tempo antes de entrar no cinema fazendo documentários. Em 1979 começou a trabalhar para a RAI, rede de televisão italiana, ondem dirigiu diversos programas documentais de boa repercussão na época. Tanto os documentários quanto os filmes de ficção de Tornatore remetem a sua terra natal, Tornatore nasceu na comuna de Begheria, um vila da Província de Palermo, na Itália. Entre alguns temas de seus documentários estão com a máfia italiana e a vida de imigrantes no país. Na ficção não foi muito diferente, temas como a máfia eram constantes em suas obras. “Sicília = Máfia. Isso é um clichê, mas também é uma verdade.” Seu primeiro longa metragem de ficção foi “O professor do Crime” 1986, mas foi com Cinema Paradiso que ele atingiu o sucesso internacional.

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O garoto Totó com o personagem Alfredo na sala de projeção do cinema

          Cinema Paradiso conta a história do menino Totó que ainda não sabe mas terá um futuro de muito sucesso e sua relação com Alfredo, que era projecionista dos filmes em sua cidade natal. Alfredo foi interpretado pelo grande autor francês Philippe Noiret (1930-2006). O personagem Totó é representado em três diferentes fazes de sua vida. Primeiro como um garoto brincalhão e levado, depois como o adolescente apaixonado transpirando hormônios e depois já adulto como um homem meio melancólico que é bem sucedido porém esqueceu de outras coisas como família e amizade. Todas essas fases, porém, tem em comum o amor incondicional de Totó pelo cinema. “Há filmes amáveis, mas nenhum mais que ‘Cinema Paradiso’, uma folclórica homenagem ao próprio cinema, que se ilumina com a inocência do passado e estoura na mente como bolhas de champanhe. O filme, nascido de memórias da infância do diretor Giuseppe Tornatore, é uma lanterna mágica nas mãos de um garoto siciliano. Sua luz acolhedora brota da abundância da vida numa terra pobre e feita na pedra. Em uma palavra, é requintado” Rita Kempley, “The Washington Post” 16 de Fevereiro de 1990.

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Totí já adolescente com sua amanda Elena

          Os movimentos de câmera são muito bem orquestrados pelo diretor Giuseppe Tornatore e pelo diretor de fotografia Blasco Giurato. Muitas vezes vemos cenas bem abertas, geralmente cenas que mostram as belas paisagens da Itália. Outras vezes temos closes e super closes focando as cenas românticas e mostrando os olhares profundos de Totó e sua namorada ou até vemos closes nas cenas em que totó ainda é criança e está no cinema, já nessas cenas a câmera mostra um plano bem aberto focando em tudo que está no cinema e vai alternando isso com os closes nas expressões dos expectadores, principalmente de Totó.

Ficha técnica:

Gênero: Comédia, Drama, Romance.

Direção: Giuseppe Tornatore.

Roteiro: Vanna Paoli (colaboração), Giuseppe Tornatore (argumento e roteiro).

Produtores: Franco Cristaldi, Mino Barbera, Giovanna Romagnoli.

Elenco: Philippe Noiret (Alfredo), Salvatore Cascio (Totó/Salvatore di Vitto, quando criança), Marco Leonardi (Salvatore di Vitto , quando adolescente), Jacques Perrin (Salvatore di Vitto, quando adulto), Agnese Nano (Elena, quando adolescente), Brigitte Fossey (Elena, quando adulta), Antonella Attili (Maria, quando jovem), Pupella Maggio (Maria, quando idosa).

País de Origem: França, Itália.cp4

Estreia no Brasil: 1988.

Estreia Mundial: 1988.

Duração: 155 minutos.

A revista desde 1663 …

Erbauliche – 1663

A primeira revista surgiu na Alemanha, em 1663, e possuía um nome tão comprido, que certamente deu muito trabalho para ser encaixado na capa: Erbauliche Monaths-Unterredungen, algo como “Edificantes Discussões Mensais”. Não é por acaso que a história das revistas tenha começado na Alemanha. Foi lá que, 200 anos antes dessa publicação pioneira, o artesão Johannes Gutenberg desenvolveu a impressão com tipos móveis, técnica usada sem grandes alterações até o século 20 para imprimir jornais, livros e revistas. Com a invenção de Gutenberg, panfletos esporádicos que podiam, por exemplo, trazer relatos sobre uma importante batalha passaram a ser publicados em intervalos cada vez mais regulares, tornando-se embriões das primeiras revistas dignas desse nome, ou seja, um meio-termo entre os jornais com notícias relativamente recentes e os livros. Além da Erbauliche alemã, outros títulos apareceram ainda no século 17, como a francesa Le Mercure (1672) e a ingles.

The Athenian Gazette -(1690)

        The Athenian Gazette -(1690)

Nessa época, as revistas abordavam assuntos específicos e pareciam mais coletâneas de textos com caráter puramente didático. No início do século 19, começaram a ganhar espaço títulos sobre interesses gerais, que tratavam de entretenimento às questões da vida familiar. É nesse período também que surge a primeira revista feita no Brasil: As Variedades ou Ensaios de Literatura, criada em 1812, em Salvador, e que, na verdade, tinha muito mais cara de livro, abordando temas eruditos. Poucas décadas depois, em 1839, nasceria a Revista do Instituto Histórico e Geographico Brazileiro. Incentivando discussões culturais e científicas, ela é a revista mais antiga ainda em circulação no nosso país.

Revista do Instituto Histórico e Geographico Brazileiro – 1839              

No século 20, com o aprimoramento das técnicas de impressão, o barateamento do papel e a ampliação do uso da publicidade como forma de bancar os custos de produção, as revistas explodiram no mundo todo, com títulos cada vez mais segmentados, destinados a públicos com interesses super específico.

Umas das revistas mais importantes do mundo hoje em dia, é a National Geographic, ela foi criada em 1888 e é publicada até hoje. Foi uma das primeiras a publicar fotos coloridas, além de ser pioneira em vários tipos de imagens, como do fundo do mar, do espaço e de animais selvagens.

National Geographic - 2013

National Geographic – 2013           

Outra revista muito importante, principalmente para o mundo da moda, é a VOGUE. Inicialmente, essa revista americana, fundada por um editor aristocrata chamado Arthur Turnure, era dedicada aos luxos e prazeres da vida, além das reportagens sobre moda, é claro. O público alvo da Vogue era a rica elite da cidade de Nova York do final do século 19. Sua reputação como bíblia da moda se mantém até hoje.

VOGUE - 1892

VOGUE – 1892                        

 

 

 

 

 

 

 

Ahh o cinema

“Um popular curta-metragem americano do século XIX acompanha duas garotas se despindo na beira de um lago. Quando elas estavam terminando de tirar a roupa, um trem atravessa a cena… Passa o ultimo vagâo, e as moças já estão submersas na água. Um senhor voltava toda semana para assistia ao filme, Um dia, perguntam-lhe o motivo do apego: “Um dia esse trem vai se atrasar!” , respondeu o espectador. Há mais de cem anos continuamos voltando à sala escura e torcendo para que o trem demore a passar.”

Trecho do livro “Almanaque do Cinema” da editora Ediouro, 2009.

Esse trecho diz muito sobre o que esperamos quando assistimos um filme. Esperamos ser surpreendidos com oque vai acontecer. Mesmo assistindo um filme por várias e várias vezes, se o filme for bom por nosso gosto, vamos nos emocionar nas mesmas partes, chorar nas mesmas partes e nos agitar nas mesmas partes, pois mesmo já sabendo o final da história é a empolgação de acompanhar como tudo o que aconteceu no filme levou até aquele final.

Claro que também antes de nós nossos pais e avós já iam no cinema e embora quase ninguém os conheça nos dias de hoje, muitas estrelas já brilharam nas calçadas da fama espalhadas por Hollywood e levaram milhões de fãs para as salas de cinema por muitas e muitas vezes. Estrelas como Al Pacino, Gary Grant, Fred Astaire, James Dean, Marlon Brando ou no elenco feminino algumas estrelas como Audrey Hepburn, Ava Gardner, Bete Davis, Carmen Miranda, Elizabeth Taylor, Ingrid Bergman, entre muitas outras celebridades. Grandes diretores famosos também chamaram a atenção mais para o seu talento atrás das câmeras, como Alfred Hitchcock, Frederico Fellini, Francis Ford Coppola, Martin Scorsese, Pedro Almodóvar, Quentin Tarantino, entre outros que filme

Bonequinha de Luxo, 1961

Bonequinha de Luxo, 1961

após filme nos encantavam e nos encantam com seus talentos. Porém existem muitos outros profissionais envolvidos na montagem de um filme além doas atores e do diretor. E como esse blog é dedicado a fotografia, falarei mais sobre o que um profissional de fotografia faz no cinema.

Em conjunto com o diretor de arte e o diretor geral, o diretor de fotografia é quem dá personalidade ao filme por meio da concepção do tom e enquadramento na fotografia do filme. Por muitos, tido por técnico, na verdade, o trabalho desse profissional é muito artístico. Em produções menores é ele quem define desde os equipamentos a serem usados até a coloração e tom final das imagens na ilha de edição. O responsável pela fotografia também precisa escolher os negativos que serão usados, as lentes da câmera e selecionar, ao lado dos produtores e diretor, os lugares que poderão servir de locação para as filmagens.  A categoria “Melhor fotografia” foi incluída no Oscar em 1929.

Agora um pouco sobre a qualidade dos filmes. Como sabemos, os filme não são nada mais do que várias fotos em sequência, e em nossos olhos nós temos a chamada “persistência retiniana” que é um fenômeno que não nos deixa ver a separação de cada foto, ou de cada frame, ou seja, quando vistas uma após a outra, rapidamente essas fotos não parecem uma sequencia de fotos, mas sim parecem com uma cena em que vemos na vida real. No início do cinema, os cinegrafistas tinham que ser muito rápidos com os braços pois tinha que ficar rodando a manivela da câmera para o filme passar. As câmeras não eram nada mais do que câmeras fotográficas adaptadas que conseguiam captar até 18 frames por segundo. Formatos como Cinerama, Technicolor e tantos outros disputavam mercado. Do 35mm o cinema passou entre outros pelo 16mm, 70mm, iMax entre outros. Com o passar do tempo, os filmes começaram a ser digitalizados, um processo bem caro e trabalhoso. Só após digitalizados os filmes recebiam a edição, e ficavam com o tom pretendido. Da mesma maneira que aconteceu com as câmeras fotográficas aconteceu com as filmadoras. Os profissionais afirmavam que o cromo tinha mais qualidade do que o digital, porém hoje a situação mudou e o digital já está bem melhor. No cinema também, o filme já foi substituído pelo digital e a maior vantagem disso é poder revisar a cena logo em seguida de executada, facilitando o trabalho de todos no set de filmagem. Tudo ficou mais rápido e prático com o tempo e hoje já temos novos cineastas que não gastarão mais o tempo esperando s laboratórios revelarem o filme e com certeza essa agilidade trará mais qualidade como trouxe para a fotografia.

 

Gravura feat. Fotografia

Gravura é a arte de converter ou transformar uma superfície plana em uma matriz, um ponto inicial para a reprodução dessa imagem, através de diversas técnicas e materiais. O material dessa matriz pode variar e é também ele que vai determinar o tipo de gravura que está sendo executada.

Existem vários tipos de gravuras e a mais antiga delas é a xilogravura e os seus princípios são muito simples. O artista retira de uma superfície plana, a matriz geralmente é madeira as partes que ele não quer que tenham cor na gravura. Após aplicar tinta na superfície, coloca um papel sobre a mesma. Ao aplicar pressão(com uma prensa) sobre essa folha a imagem é transferida para o papel.

O Santo Antônio e o Dragão - Bosse - aproximadamente 1500

O Santo Antônio e o Dragão – Bosse – aproximadamente 1500

 A técnica da gravura em metal começou a ser utilizada na Europa no século XV. As      matrizes pode ser placas de cobre, zinco ou latão. Estas são gravadas com incisão direta ou pelo uso de banhos de ácido. Água-forte, água-tinta, ponta seca são as técnicas mais usuais. A matriz é entintada e utiliza-se uma prensa para transferir a imagem para o papel.

Em 1796 Alois Senefelder descobriu as possibilidades da pedra calcária para fazer impresões e, após dois anos de experimentações desenvolveu a técnica da Litografia. Esta técnica parte do princípio químico que água e gordura se repelem. As imagens são desenhadas com material gorduroso sobre pedra calcária e com a aplicação de ácido sobre a mesma, a imagem é gravada. Assim como a gravura em metal, essa técninca também necessita de uma prensa para transferir par ao papel a imagem gravada na pedra.

Gravura egípcia em pedra

Gravura egípcia em pedra

Embora existam registros de trabalhos utilizando stencil na China, no século VIII, a serigrafia começa a ser aplicada mais freqüentemente por artistas na segunda metade do século XX. Como as técnicas descritas acima, também a serigrafia apresenta diversas técnicas de gravação de imagem. Uma delas é a gravação por processo fotográfico. Imagens são gravadas na tela de poliéster e com a utilização de um rodo com a tinta a imagem é transferida para o papel.

Serigrafia

Serigrafia

Entre o final do século XIV e começo do século XV começa a xilogravura, antes do final do século XV a água-forte já é uma técnica desenvolvida.Em 1440 a primeira Bíblia foi impressa, a Bíblia de Gutenberg, em seguida foram sendo publicados diversos livros, a ciência se aproprio rapidamente dessa técnica para começar a catalogar e difundir seus conhecimentos, em 1485 foi impresso o primeiro tratado de botânica e em 1493 foi feito o primeiro catálogo de botânica. A partir daí a gravura começa a  transmitir informações nunca antes transmitidas, chegou a lugares longínquos do berço da informação. Rapidamente essa nova forma de transmitir informações ajudou a impulsionar o Renascimento e Barroco.

Biblia de Gutenberg

Biblia de Gutenberg

 A fotografia chegou revolucionando a técnica de transmissão de informação e copia. A invenção da imagem fotográfica foi a grande revolucionária da comunicação e trouxe uma maior compreensão da diferença entre informação visual e expressão visual. O artista começa a enxergar uma composição não mais como uma copia, e começa a procurar dentro de si as próprias imagens a serem criadas. A fotografia trouxe conhecimento da beleza tal como ela era tão procurada nas composições artísticas durante os último 4 séculos, e assim começou um nova maneira de pensar como imagem, a fotografia era a reprodução fiel do que se tentava reproduzir. As manifestações gráficas junto a fotografia foram elementos essenciais para o desenvolvimento da ciência e tecnologia, técnicas primordiais no crescimento da humanidade.

O cartaz em nossas vidas

O cartaz nada mais é do que um suporte, geralmente em papel que é afixado em locais públicos e sua principal função é de divulgar uma informação, mas também tem sido apreciada como uma peça de valor estético.  Além da sua importância como meio de publicidade e de informação visual, o cartaz possui um valor histórico como meio de divulgação em importantes movimentos de caráter político ou artístico.

Os primeiros prospectos de cartazes foram desenvolvidos ainda no século X por meio de xilogravuras, obtidas através da impressão de matrizes de madeira pelos povos orientais.

Jules Chéret a mostrar o seu trabalho a Henri de Toulouse-Lautrec

Na época renascentista, o primeiro cartaz conhecido é de Saint-Flour, de 1454, feito em manuscrito, sem imagens. Mas foi somente no final do século XIX que a arte de reunir textos e ilustrações numa folha de papel alcançou maior projeção ao ser propagada pelos mercadores europeus, assim como um alto grau de sofisticação pela mão de artistas plásticos da época. A integração entre produção artística e industrial é uma herança da carreira de Jules Cherét. Filho de um compositor tipográfico e aprendiz de um litógrafo em Paris, foi em Londres que estudou as técnicas mais recentes da altura. De volta a Paris em 1860, Cherét gradualmente desenvolveu um sistema de 3 a 4 cores de

Cartaz de J. Chéret, 1895

Cartaz de J. Chéret, 1895

impressão.

Cartaz de Saint-Flour, 1954

O estilo de Cherét atingiu o seu auge por volta de 1880 e foi adotado e desenvolvido por outros artistas como Pierre Bonnarde e Toulouse-Lautrec.

Reconhecido por retratar cenas da vida nocturna e do submundo parisiense, Toulouse-Lautrec, por exemplo, assinou centenas de cartazes de divulgação de espectáculos de cabaré, então reproduzidos através de pedras litográficas. Foi nas mãos de Toulouse-Lautrec, através do toque impressionista que a arte publicitária alcançou popularidade.

A litografia colorida tornou-se assim disponível no final deste século, possibiltando aos artistas da época trabalhar directamente na pedra, sem as restrições da impressão tipográfica. Este avanço tecnológico foi responsável pelo florescimento e difusão dos cartazes impressos.

O cartaz La troupe de mademoiselle Elandine (1895/96) é um bom exemplo de influências do art nouveau

O cartaz La troupe de mademoiselle Elandine (1895/96) é um bom exemplo de influências do art nouveau

Moulin Rouge,  Henri de Toulouse-Lautrec, 1891

Moulin Rouge, Henri de Toulouse-Lautrec, 1891

O cartaz começou a fazer parte da política no século XX.  Principalmente após a revolução de 1917, quando o sistema socialista foi implantado e o pôster de propaganda em massa começou a ser utilizado em larga escala pela agência de propaganda e difusão ideológica da União Soviética.

Na propaganda observam-se correntes artísticas diversas. O presente construtivismo é uma delas, apesar de algumas serem quase surreais ou meramente ilustrativas e diretas.

É possível observar com clareza a mudança de traços, temas e idéias de um período para o outro: a simples propaganda leninista destinada a uma população ignorante e emergente, a stalinista dos planos econômicos, a stalinista de guerra, as de apelo pacifista de Khrushchov, às da cruzada pela reafirmação ideológica da era Brezhnev e por fim o período com uma das maiores produções, a de reformas e liberdade, da era Gorbachev.

Lester Beall

Lester Beall